O Vale histórico (no Vale do Paraíba Paulista) esta situado no extremo leste do estado de São Paulo, nas divisas com Minas e com Rio de Janeiro, sendo cercado pelas serras da Bocaina e da Mantiqueira. Suas cidades: Arapeí, Areias, Bananal, Queluz, Silveiras e São José do Barreiro, possuem casarios e palacetes da época colonial, alguns do início do século XVIII.

    Esta região chegou a ser a mais rica do Brasil durante o ciclo do Café. Sua cidade mais conhecida, Bananal (que foi a cidade mais rica do Vale do Paraíba e por muito tempo a mais rica da Província de São Paulo), em 1850 alcançou o título de maior produtora de café, mesmo ano em que foram concluídas as construções das fazendas da Barra e Catadupa, na Serra de Formoso.

    O lugar que viria a ser conhecido hoje como Vale Histórico começou a surgir efetivamente a partir de 1775, com o término da construção do Caminho Novo da Piedade, estrada real que ligava Lorena (antiga freguesia da Piedade) à Santa Cruz (antiga fazenda dos jesuítas e atual bairro da cidade do Rio de Janeiro). Após a exaustiva construção do caminho interessava à coroa ocupar o mesmo através da concessão de sesmarias cujo objetivo, além do cultivo da terra, seria a manutenção do caminho.

    Com o início do ciclo econômico do café a região desenvolveu-se rapidamente chegando ao apogeu, citado anteriormente, com a construção de muitas fazendas e desenvolvimento das seis cidades.

    A decadência chega em 1890, após a abolição da escravatura e o declínio do café. As grandes fazendas foram perdidas em hipoteca e um novo ciclo econômico se inicia. Esse novo ciclo, longe de substituir a ostentação de antigamente, funciona mais como subsistência das populações que aqui residiam e que lentamente foram diminuindo. Esta decadência é retratada em "Cidades Mortas", livro de autoria de Monteiro Lobato. O novo ciclo econômico baseou-se na extração de madeiras e pecuária, além de uma agricultura básica de subsistência.

Atualmente

    A região do Vale Histórico hoje vive principalmente da pecuária leiteira, em franco declínio e sendo substituída pelo turismo rural, ecológico e histórico.

    O acervo histórico representado pelos belos casarios e fazendas, ruínas históricas das tulhas, senzalas, terreiros de café, além da própria história em si, apresentam o imenso potencial de turismo histórico cultural da região, hoje explorado pelos próprios moradores que vêem na atividade uma alternativa de desenvolvimento e preservação do patrimônio.

    A grande quantidade de nascentes da Serra da Bocaina, com inúmeros rios e cachoeiras e o Parque Nacional da Serra da Bocaina, com sede em São José do Barreiro, demonstram o enorme potencial para o turismo ecológico e de aventura. Isso sem falar na trilha do ouro e nas cachoeiras majestosas presentes no parque, entre elas a Santo Isidro, a das Posses e do Veado.

    O clima ameno, com duas estações bem definidas, um artesanato de qualidade, os queijos, doces e mel caseiros, a cachaça de alambique, a rusticidade dos hotéis e pousadas, a boa comida, as cachoeiras e a história fazem do Vale Histórico e da Serra da Bocaina uma ótima opção de turismo.
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   Quando vier para a Serra da Bocaina ou para o Vale Histórico não deixe de conhecer a Pousada Fazenda da Barra!
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